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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

SUPERPAPO


Estava eu curtindo a ressaca do fim das minhas férias e zapeando pela televisão de madrugada enquanto preparava uma resenha para o filme LOBO (que brevemente será postada em todos os meus blog's) quando me deparo com aquele comercial do SUPERPAPO que todo mundo já deve conhecer. 
O comercial é tosco, mal editado, mal narrado, os atores são péssimos, a narração é horrível e a música de fundo brega até doer. E o que é pior: Longo pra dedéu (duvido que alguém já tenha tido paciência de assistir inteiro). Ah sim, além de longo ele ainda é reprisado sequencialmente umas duas ou três vezes.
Essa pérola nos mostra o cotidiano de um sujeito que ninguém gosta, mora sozinho, não tem namorada, não sabe fazer a barba direito, só tem um mínimo de contato humano com seus colegas de trabalho (que saem correndo sempre que ele chega perto) e vive com cara de desânimo como quem precisa de doses e mais doses de Biotônico Fontoura. Também parece que vai se enforcar, meter uma bala na cabeça ou pular de cima de um viaduto a qualquer momento. Um fudidão no mais amplo sentido da palavra.
Uma bela noite está ele solitariamente sentado na sala de sua casa assistindo um daqueles programas caça-níqueis  onde o idiota do telespectador tem que adivinhar uma palavra óbvia quando começa a tal propaganda do SUPERPAPO. 
Ele resolve ligar pra lá, consegue marcar um encontro com a mulher da vida dele e daí por diante sua vida se transforma: Chega todo saltitante e sorridente no trabalho, onde todos passam a gostar dele. Seus dias de angústia e amargura dão lugar a passeios com sua amada pelo parque, onde se comportam como dois pacientes psiquiátricos durante o banho de sol. Tudo lindo, perfeito e maravilhoso. E foram felizes para sempre!
Aí vem a parte curiosa da história. 
Na parte em que ele está sentado sozinho na sala de sua casa e assiste ao comercial do SUPERPAPO, que muda a vida dele para sempre, ele estava assistindo nada mais nada menos que cenas de seu cotidiano patético sendo exibido em rede nacional! 
O que era pra ser um comercial tosco, uma vergonha para a publicidade (se é que algum publicitário tem algo a ver com isso) passa a ser um exercício da mais pura metalinguagem!
A coisa muda completamente de figura!
Mas continua uma bosta mesmo assim...



Leia também essa mesma porcaria no meu Recanto das Letras, onde contabilizo as leituras: http://recantodasletras.uol.com.br/resenhas/2753955
Obrigado!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Cabelo em Ovo

Muitas pessoas (e eu as vezes me incluo nessa) tem mania de ficar procurando cabelo em ovo. 
Acabei de postar um novo vídeo no Youtube que já no título trás a informação de que contém mensagens subliminares. 
Pura balela! 
Não tem nada ali, só filmei minha cara de bobo apaixonado enquanto voltava pra casa no banco de trás do meu carro depois de ter enchido a pança na casa dos meus tios. 
Quero só ver o que os desavisados vão encontrar ali. 
Aliás, este post estará na descrição do vídeo. Alguém acha que vai adiantar?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Tolerância Zero


Não sei se eu já falei sobre isso aqui (se falei não lembro e estou com preguiça de procurar), mas as vezes a gente escuta cada uma que dá vontade de dar um fatality...

Seguem algumas situações reais (algumas ocorridas comigo e  outras relatadas por conhecidos):

Você trabalha com atendimento ao público.
A uma certa altura pede pro cliente assinar um papel e ele lhe devolve essa:
- Assino meu nome mesmo?
- Não, assina no nome da sua mãe, aquela %#*@"=+§

O paciente chega no consultório médico.
Na hora do atendimento, a pergunta básica:
- E então, o que você está sentindo?
- Ah Dr., eu estou sem comer nada o dia inteiro e minhas mãos estão tremendo.
- Meu filho, se eu fosse você ia numa lanchonete, restaurante ou pizzaria então!


Alguém te liga para confirmar se você realmente vai a um compromisso pré-marcado (porém sujeito a confirmação):
- E aí, tudo certo para hoje?
- Não, passei mal pra caramba ontem, quebrei as pernas e tomei trinta e cinco pontos no rosto depois que um caminhão de gás desgovernado invadiu minha casa e explodiu tudo o que eu tinha...
- Mas você vai com a gente, né?
- Espera só um pouquinho, vou ali no quarto perguntar pra minha vesícula e já volto!


Você trabalha num banco e solicita ao cliente:
- Digite sua senha novamente, para confirmar a operação.
- A mesma senha?
- Não, dessa vez use aquela do Clube HomoScat que seu pai frequenta!



Você e alguns amigos estão sentados na caçamba de uma caminhonete cheia de varas de pescar esperando um outro que ainda não se aprontou.
Passa um transeunte na rua e pergunta:
- Vocês estão indo pescar?
- Não, muito pelo contrário, estamos indo para uma manifestação anti-pesca da O.N.G. Salvem Nossos Peixes. Essas varas  nós vamos quebrar num ato simbólico contra essa prática desprezível!



Sentado no vaso sanitário, você constata que não há papel-higiênico. 
Ao pedir para trazerem por gentileza  um rolo novo, escuta isso:
- Já acabou o que tinha aí?
- Não, ainda tem um pouco mas pelos meus cálculos é pouco para terminar minha fantasia de Múmia...



Ok, as vezes a gente solta umas desse nível também...
Mas é sem querer, e em bem menor proporção do que ouvimos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A vida com AIDS é mais gostosa!



Pelo menos é o que diz essa propaganda da Sadia aí em cima.


Vida com S vira SIDA, que quer dizer Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (mazela popularmente conhecida por AIDS no Brasil).


Nossa, como eu posso ser chato as vezes...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Frases Fora do Contexto


Isso virou moda agora.

Basta abrir o Orkut, MSN, e lá estão elas:

Célebres frases de autores e pensadores famosos ilustrando o perfil de gente que parece viver a vida com uma filosofia de rodapé de almanaque.

Citam Maquiavel, Platão, Sócrates, Nelson Rodrigues e Cia. Ltda. como se fossem profundos conhecedores da obra em questão, ou mesmo amigos íntimos dos criadores.

Ok, são centenas, milhares de frases legais, mas as pessoas se esquecem de que elas fazem parte de um todo. Interpretadas isoladamente podem virar uma idéia fixa até perigosa.

"Os fins justificam os meios".
Falando assim, passa-se a impressão de que o indivíduo pode fazer o que quiser para alcançar seus objetivos. E foda-se a ética, a moral, a vontade e os direitos alheios. O importante é a realização pessoal.


Mas a frase da vez (ou pelo menos a que me instigou a escrever este post) é essa:

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" de Antoine de Saint-Exupéry, citada em sua obra clássica O Pequeno Príncipe (Le Petit Prince).

Sinceramente, eu tenho medo dessa frase... Ou melhor, do modo como eu acho que as pessoas a interpretam.

Quer dizer então que se eu, na maior das inocências da face da terra, cativar (seja em que âmbito for) algo em alguém é meio que toma que o filho é teu?

Nana-nina-não!

Vivemos em tempos egoístas, onde certas pessoas fazem de tudo para que o mundo gire ao redor de seus umbigos.

Você arriscaria a se deixar levar por um sorriso, um olhar, uma gentileza ou outro ato qualquer que pode estar cheio de segundas intenções (longe daquelas que lhe seriam bem-vindas)?

Pois eu não!

Não aceito que me responsabilizem por algo que provoquei sem querer.

E essa questão de provocar é relativa, já que na maioria das vezes não somos provocados, nos deixamos sê-lo!

É muito fácil se deixar levar e depois colocar toda a culpa nas costas alheias. As pessoas adoram cobrar responsabilidade dos outros e esquecer da própria. Como pais que culpam a escola pelo fato dos seus filhos se tornarem marginais.

E a escola culpa o município, que culpa o Estado...

Bom, é isso...

Implicância


Novo marcador do Blog:




Sempre eu acho que meus marcadores já são o suficiente, mas vira e mexe me ocorre mais um...


Implicância vai ser meu marcador do contra, onde vou assumir o papel de Advogado do Diabo em relação a determinados assuntos e coisas que eu vejo por aí (algumas tidas como verdades absolutas e ponto final).