quarta-feira, 28 de maio de 2008

Só mesmo um Velório para reunir a Família!


Lançado assim, na lata, durante um funeral, na frente de boa parte dos seus parentes, fica até desagradável este comentário (já o presenciei).
Mas não deixa de ser verdade...
As pessoas gostam mesmo é de sangue.

Quanto mais, melhor, e quanto mais inocente a vítima for, melhor ainda!

Nada vende mais jornais e revistas do que uma desgraça.

Se for desgraça de casa (leia-se Brasil), ótimo!

Jogaram a menina da janela. Bateram antes. Bárbaro.

Uma vítima inocente coberta de sangue e pessoas próximas a ela acusadas de estarem com as mão sujas.

Mas agora ela está além de qualquer ajuda, "num lugar melhor".

Não que não se deva fazer justiça com os carrascos, mas peraí...

Tem um monte de criancinha por aí viva, com fome, catando papelão e se prostituindo em troca de centavos ou migalhas.

E o que é pior, isso ocorre debaixo dos mesmos narizes de onde escorre aquele caldinho gelado e salgado que sai quando se chora demais por causa de aborto, pesquisas com células-tronco, criancinhas africanas famintas e chineses mortos em terremotos.
Sentar em cima do próprio rabo e ficar olhando pro dos outros é fácil. Solidariedade é uma coisa, hipocrisia é outra.

Pensam em VIDA apenas no sentido fisiológico da palavra, mas esquecem de "itens" como dignidade, respeito e humanidade (no sentido menos básico da palavra).

Tirar citoplasma de uma célula não pode, fechar o vidro pra não ter que dar esmola pode!

Há um antigo provérbio (chinês, eu acho) que diz que antes de mudar o mundo, a gente tinha que dar uma olhadinha dentro da nossa própria casa.

E isso aqui tá uma bagunça!


segunda-feira, 26 de maio de 2008

Vizinhos


Não há uma fórmula concreta para se ter uma boa convivência com seus vizinhos.

Um temperamento fleumático ajuda, pq as vezes chega a dar raiva e a virar caso de polícia certas coisas que acontecem.

Bem no início do fim de semana, meu gato (o Guizmo) foi vítima de um atentado a espingarda de pressão.

O chumbinho penetrou a pele do pescoço do meu bichano e ali ficou, até que foi retirado sem maiores danos. Chamei a Polícia e fiz um Boletim de Ocorrência.

Nada mais justo, maus-tratos a animais é crime.

Suspeitos?
Sim, claro!
Os mesmos de sempre, aliás...

Mas nem tudo são pedras quanto ao que se ocorre ao redor da nossa casa.

Minha vizinhança é divertida até, eu juro!

Olha só:

- Tem Vizinho Caloteiro que não sei como arrumou o número aqui de casa e deixou como fone de recados;

- Tem Velhinhas Simpáticas que sabem de tudo da vida dos outros e passam longe de ser tão inofensivas quanto parecem;

- Tem Casal que briga o dia inteiro e lava roupa suja em alto e bom som, com direito as baixarias mais obscenas e divertidas de se ouvir (Sim, eu fico prestando atenção, você não ficaria? Tá bom...);

- Tem Santinha do Pau-Oco;

- Tem Manos de Periferia (mesmo sendo no Centro da cidade);

- Tem Gay Enrustido;

- Tem Casa Mal Assombrada;

- Tem Padeiro que não faz pão e conserta televisão e antena parabólica;

- Tem Cobras Criadas que se morderem a língua caem duras com o próprio veneno;

- Tem Corno;

- Tem Cientista Maluco de fundo de quintal;

- Tem Louco Agressivo que joga garrafas nas pessoas quando não está de bom-humor;
- Tem República de Freiras.


E isso tudo aí de cima é apenas um lado da moeda.
Imaginem o que esse pessoal todo deve pensar de mim...


Trocando em miúdos, uma vizinhança normal.
Igualzinha a de todo mundo...

P.S. - O Guizmo agradece a mira sofrível do Atirador de Chumbinho (que deve ser acometido das mais variadas formas de frustração que uma criatura pode ter).


Talvez um dia vc consiga, mas não foi dessa vez!








quarta-feira, 21 de maio de 2008

Retrato Falado


Faça o seu aqui: http://flashface.ctapt.de/
O meu até que achei bem parecido.
Só faltou cabelo, mas não achei nada semelhante...

terça-feira, 20 de maio de 2008

Tá a toa?


Então pq você não vai:

Chupar prego até virar palito;

Dar pontapé em cachorro morto;

Enxugar gelo;

Lavar papel carbono;

Calibrar a Máquina de Somar Diferença;

Procurar o Martelo de Desentortar Vidro;

Capinar asfalto;

Encher pneu de trem;

Colher mandioca com enxadão de borracha;

Pentear macaco;

Ver se eu estou na esquina.
Depois me conta! Ou melhor, deixa pra contar dia 30 de fevereiro!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

RoboMan


Creio que não haja hora melhor para se falar deste filme do que agora.
Digo isso porque acabou de estrear O Homem de Ferro nos cinemas.

Não que o filme de Jon Favreau deva ter algo a ver com esta verdadeira pérola oitentista, mas que isso veio a calhar, veio!

Na verdade, nosso RoboMan está mais para RoboCop do que qualquer outra coisa.


Vejam só:


Carl Lehman é um cientista brilhante que ama sua esposa e está feliz da vida porque ela está grávida. Mas, como nem tudo são flores, ele anda preocupado devido ao corte de verba que seu novo projeto nas Industrias ARC sofreu recentemente, sem nenhuma explicação.


Ele vai até o dono na empresa, exige uma explicação e ameça denunciar o que quer que seja que eles estiverem fazendo lá, porque seu desconfiômetro indica que é algo ilegal.


Feito isso, ele vai para seu laboratório (com a promessa de que em dois dias teria uma resposta sobre o projeto secreto que estão fazendo lá) e começa a trabalhar normalmente.


Somente o fato de Carl ser um cientista brilhante explica o fato da bizarra camisa estampada (estilo havaiana) com que ele trabalha. Só pode ser excentricidade de gênio mesmo...


Repentinamente um alarme começa a soar.

Algo está se superaquecendo e as tentavivas de Carl de resolver o problema através de medidas automatizadas de segurança falham.

Para evitar uma tragédia, ele entra no compartimento onde está havendo o superaqueciemento e tenta remover o componente superaquecido da máquina manualmente (na verdade com a ajuda de um gancho/garra, afinal ele é muito esperto e sabe que se por a mão ali vai se queimar feio) e acaba sendo vítima de uma sabotagem daquelas. A porta se tranca e ele acaba explodindo junto com aquela parte do laboratório.


Pouco tempo depois, após o suposto velório de Carl, ficamos sabendo que ele não morreu. Ou morreu e foi ressuscitado.


O fato é que pegaram o que sobrou do corpo do cientista e colocaram numa solução de oxigênio japonesa (vulgo Sangue Branco) que preserva tecidos orgânicos.


E como a ARC é uma indústria avançadíssima de... de... ah, deixa pra lá...


A ARC é uma indústria avançadíssima e resolve usar o corpo de Carl em um experimento que reuniria em um só, vários outros projetos:

O já citado "Sangue Branco", modernas próteses de membros, uma armadura/traje espacial e um chip cerebral.

Não fica muito claro isso, mas o tal chip era invenção de Carl e estava sendo usado em experiementos nada éticos.


Inserido ao cérebro o tal chip permitia que outra pessoa controlasse quem estivesse com ele na cabeça, pelo computador. O chip também possuía um sistema de defesa: quem quer que tocasse em seu usuário era reconhecido como ameaça que devia ser prontamente eliminada.


Na hora de "ligar" Carl, algo dá errado e nada funciona.

Teriam que recomeçar do zero. A placa que os permitiria controlá-lo é o primeiro de seus componentes a ser retirado, e enquanto uma das cientistas está dando uma olhada nela, Carl desperta.

A moça se assusta, acaba esbarrando num dos controles que haviam na sala e libertando todos os macacos enjaulados que ali haviam. Os macacos, que no início presenciaram um dos seus morrer durante um teste com o chip acabam se revoltanto e matando a mulher.


Carl, a essa altura, já conseguiu fugir da ARC dentro de um caminhão de lixo. Jogado em um incinerador, ele acaba incendiado e ganha um visual legal, sem o traje dourado por cima da armadura espacial.


Perdido na noite da cidade, ele acaba sendo atacado por uma gangue de motoqueiros e descobre, sem querer, que ao ser tocado simplesmente trucida quem encostou nele.


A partir daí ele contata sua esposa e passa a investigar sua própria morte. Pra nós não é surpresa nenhuma pois desde o princípio sabemos que foram todos os colegas cientistas dele que armaram tudo. descobertos os culpados, ele passa a se vingar deles um a um.


E é basicamente isso.


Cenas legais:


Um microfone invade a tela logo no começo do filme, na cena do experimento em que um macaco morre;


O encontro de Carl com um moleque num Ferro-Velho;


Uma Ninja Mercenária é contratada pela diretoria da ARC para acabar com a ameaça. No duelo final entre os dois ela joga (literalmente) a esposa de Carl contra ele, na esperança de obter tempo para fugir. Encurralada, ela acaba se suicidando para não se entregar, e em seguida descobrimos que o cientista conseguiu desativar o mecanismo de defesa, não matou a esposa e ia poupar a assassina.
RoboMan é um filme divertido.
Não me lembro de ter visto na televisão, mas quem tiver a oportunidade de assistir, não perca!
Nem que seja só pra ver o microfone invadindo a cena!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Tele-Hospício


Obrigado por ligar para o Instituto de Saúde Mental, sua mais saudável companhia em seus momentos de maior loucura.


Se você é obsessivo-compulsivo pressione 1, repetidamente.


Se você é dependente, peça a alguem que pressione o 2 por você.


Se tem múltiplas personalidades pressione o 3, 4, 5 e o 6.


Se você é paranóico, sabemos quem é você, o que faz e o que quer... Espere na linha enquanto rastreamos sua chamada.


Se você sofre de alucinações, pressione o 7 e sua chamada será transferida para o Departamento de Elefantes Cor de Rosa.


Se você é esquizofrênico, escute cuidadosamente e uma vozinha lhe dirá que número pressionar.


Se você é depressivo, não importa que número disque. Ninguém vai responder mesmo.


Se você sofre de amnésia, pressione o 8 e diga em voz alta seu nome, endereço, número da carteira de identidade, data do nascimento, estado civil e o nome de solteira de sua mãe.


Se você sofre de stress pós-traumático, pressione lentamente a tecla # até que alguém tenha piedade de você.


Se sofre de indecisão, deixe sua mensagem logo que escute o bip... Ou antes do bip... Ou depois do bip... Ou durante o bip... De qualquer modo, espere o bip...


Se sofre de perda de memória para fatos recentes, pressione 9. Se sofre de perda de memória para fatos recentes, pressione 9. Se sofre de perda de memória para fatos recentes, pressione 9. Se sofre de perda de memória para fatos recentes, pressione 9.


Se tem baixa auto-estima, por favor desligue. Nossos operadores estão ocupados atendendo pessoas mais importantes...

terça-feira, 22 de abril de 2008

O Mensageiro de Satanás


O filme começa bem.


Na Espanha, a alguns séculos atrás, um padre chamado Esteban foi excomungado pela igreja católica por praticar satanismo (um excelente motivo para excomungar um padre, diga-se de passagem) e expulso do país, com a promessa de que se ali voltasse, seria entregue aos inquisitores.


Antes de partir, Esteban ainda acha tempo para sacrificar uma virgem.

Essa introdução ao filme funciona bem. O ator que interpreta o padre tem toda a pinta de vilão, sem parecer caricato.


Se o filme pode ser classificado como terror, é graças a este pequeno prólogo.


Porque daqui pra frente vira uma comédia só...


Vejam só:

Nos dias atuais (início da década de oitenta, os dias atuais da época em que o filme foi feito) acompanhamos o cotidiano do jovem Coopersmith.


Coopersmith é orfão e estuda num conceituado colégio militar, graças ao serviço de assistência social que o "encaixou" ali, entre filhinhos-de-papai e playboyzinhos cuja maior diversão na vida é perturbar o pobre Coopersmith.


Mas não pense que em algum momento você se solidariza com a criatura... Eu mesmo, se estudasse ali, dificilmente resistiria a tentação de dar uma zoadinha com o Coopersmith.

Ele meio que faz por merecer:

Recusa-se a sair do time de futebol por mais perna-de-pau que seja, o que impede seu time de ganhar as partidas que disputa, está sempre atrasado para as aulas, vive com o uniforme todo suado (com aquelas rodelas úmidas nas costas e axilas), gagueja, penteia o cabelo todo pra frente pra cobrir a testa protuberante graças a calvíce em estágio inicial, entre outras coisas.


A certa altura do filme, um professor diz que não acredita como pode um aluno cujos testes revelaram possuir um QI elevado ser tão pateta e lerdo daquele jeito. E você fica imaginando que os testes de QI de quase trinta anos atrás só serviam pra limpar a bunda, pq se um sujeito como o Coopersmith era um prodígio eu sou a Madre Tereza de Calcutá...


Um belo dia nosso herói recebe a tarefa de limpar o porão da capela do colégio, e acaba descobrindo um compartimento secreto, onde está a tumba do exilado padre Esteban, bem como pergaminhos e um diário do mesmo, ensinando passo a passo como evocar o Capeta para que este conceda poderes para que quem o chamou se vingue de todos seus inimigos.


A descoberta cai como uma luva para Coopersmith, que rouba um computador, o leva para o porão e passa todos os dados dos manuscritos para ele traduzir.


O computador, além de traduzir, acaba meio que sendo possuído pelo espírito do finado Esteban e passa a exigir passo a passo as etapas do ritual: Itens consagrados, sangue, sacrifícios, essas coisas que estes rituais sempre pedem...


As primeiras partes do ritual são realizadas sem querer por Coopersmith, quando ele se corta sobre o altar, por exemplo.

Depois o zelador da capela é assassinado pelo espírito de Esteban quando tenta estuprar Coopersmith como punição por ele ter sumido com uma de suas ferramentas de trabalho (nossa, vou começar a tomar mais cuidado com as coisas dos outros a partir de agora...).


Depois de muita humilhação de seus colegas, a gota d'água finalmente vem quando os garotos que encrencam com Coopersmith descobrem a cúpula secreta e sacrificam o cachorrinho que ele tinha ganho do cozinheiro porco da escola, que é a cara do cartunista Ziraldo.


Coopersmith finaliza o ritual no porão enquanto todos os seus desafetos estão coincidentemente reunidos na capela, e mata a todos ajudado por uma manada de porcos comedores de gente.


No fim, entra uma nota esclarecendo que as mortes nunca foram explicadas e que o único sobrevivente do massacre (Coopersmith) estava internado em um hospício.
Cenas dignas de nota:
- A decapitação da moça pelo padre Esteban no começo do filme, onde a cabeça dá lugar a uma bola de futebol (em um corte interessante), simbolizando o passar do tempo;
- A morte do zelador da capela, que tem a cabeça torcida para trás;
- O ataque de porcos assassinos a secretária do colégio numa banheira. Interessante notar que a moça possui um seio visivelmente maior que o outro.
Um filme divertido, que mantém o interesse e diverte até mesmo (ou talvez justamente) por seus erros.
É facilmente encontrado a venda em qualquer loja virtual por um precinho camarada.