Bom, na falta do que fazer e na necessidade de ganhar prática na arte de editar vídeos, reeditei A Fuga em versão filme antigo:
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
As Aventuras de Àlan, Amaral & André.
Meu irmão e mais dois amigos resolveram sair por aí um belo dia e filmar umas situaçõezinhas engraçadas. Adivinhem pra quem sobrou editar o amontoado de cenas resultantes do processo? Confiram o resultado:
domingo, 24 de outubro de 2010
A Fuga
Após meses e mais meses parados, eis que finalmente sai um filminho novo! Enquanto isso, alguns dos velhos seguem pendentes... Mas tá aí:
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
A Caverna
Era uma vez uma caverna mágica acessada através dos sonhos.
A tal Caverna mágica dava a quem quer que conseguisse achar o caminho para para ela o que quer que fosse que a pessoa quisesse, com uma única e restrita condição: Tinha que ser algo de que a pessoa realmente precisasse.
Podia-se ir lá quantas vezes se quisesse, mas era apenas um pedido por vez e o caminho estava sempre em constante mudança, o que dificultava bastante acha-la.
Certa vez, todos os "usuários" da Caverna receberam um aviso de que poderiam ir até lá pela última vez pois ela estava encerrando suas atividades.
Na sua última visita, muitas pessoas quiseram como um último desejo saber o motivo do fim da Caverna e descobriram que alguém tinha ido lá e pedido várias coisas das quais não precisava. A mania pegou de tal modo que o que deveria ser uma dádiva virou uma espécie de "Bolsa Família" sobrenatural.
Os administradores da Caverna resolveram levar seu negócio para um plano mais elevado.
FIM
Este texto foi imaginado, escrito e publicado por mim originalmente aqui: http://migre.me/1FYgi
Agradeço se você puder apreciá-lo também no Recanto das Letras, uma vez que lá tenho a opção de contar as leituras!
Obrigado!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A Pior História de Terror do Mundo Jamais Contada
... e então o casal gritou, foram as crianças que tinha sido assassinadas!
Todos ao redor da fogueira surpreenderam-se com o fim da história.
Eram três casais acampando perto de uma cachoreira. Uma churrasqueira improvisada com tijolos ia deixava a carne ao ponto e enquanto isso eles divertiam-se contando histórias de terror. Acabara de terminar a terceira da noite.
- Gente... eu tenho uma boa...
- Então conta - pediram algumas vozes em coro.
- Não é tão simples assim... é uma história muito feia mesmo... terrível. Não sei se é verdadeira ou não, algumas pessoas juram que aconteceu mesmo, outras dizem que é tudo invenção... só sei que eu quase me borrei quando ouvo.
- Então conta logo!
- Tem certeza que querem mesmo ouvir?
- Sim - dizem alguns, outros assentem com a cabeça.
- Mas eu já vou avisando que é muito feia mesmo... eu que não sou de me impressionar tive pesadelos depois de ouvir.
- Já tô ficando com medo - diz uma garota magra, apertando-se contra o namorado com quem já estava de braços dados.
- Sobre o que é?
- Ah, só conforme eu for contando que vocês vão descobrir... senão perde completamente a graça.
- É sobre vampiros?
- Não.
- Lobisomens?
- Não.
- Zumbis?
- Não.
- Assassinos, fantasmas, lendas urbanas, animais assassinos, serial-killers, palhaços, tortura?
- Nada disso... é sobre uma coisa que a princípio não tem nada de aterrorizante mas conforme as coisas vão se desenrolando fica assustadoramente insuportável.
- Conta logo então!
- Certo, eu conto. Mas com a condição de que todo mundo aqui concorde em ouvir. E aviso pela última vez: É uma história de terror MESMO, horrível... Eu tô com ela na cabeça até hoje. Querem mesmo?
Todo mundo faz que sim com a cabeça, menos uma loirinha. Ela diz:
- Larga a mão disso... Não quero saber!
Ela toma uma vaia, levanta contrariada e vai para sua barraca. Seu namorado vai logo atrás, depois de lançar um olhar recriminador para os outros.
Uma outra moça diz para o namorado:
- Precisava ter vaiado ela? A coitada magoou...
- Ah, quem mandou ser fresca?
- Então quer dizer que se fosse eu que ficasse com medo e não quisesse ouvir você não ia me apoiar? Tá bom, pode deixar - ela se levanta e vai para a outra barraca. Seu namorado, depois de um olhar abobalhado para o casal remanescente vai atrás dela.
- Viu o que você fez? - pergunta a última moça, namorada do cara que ia contar a história.
- Mas...
- Não tem nada de "Mas..." não! Sobrou pra nós dois vigiarmos a churrasqueira, acabou a noite! Seu sem graça...
E assim a pior história de terror do mundo acabou não sendo contada.
FIM
Este texto foi imaginado, escrito e publicado por mim originalmente aqui: http://recantodasletras.uol.com.br/contosdesuspense/2434949
Agradeço se você puder apreciá-lo também no Recanto das Letras, uma vez que lá tenho a opção de contabilizar as leituras! Obrigado!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Tanto fez, tanto faz...
Todos os dias, perto do ponto onde eu pegava o ônibus para voltar para casa, ficava sentado um mendigo bem velhinho, de olhos claros, barba e cabelos brancos. Desde a primeira vez que o vi simpatizei com ele, e notei pelo seu olhar que o sentimento fora mútuo.
Foi num dia como outro qualquer que ele chegou até mim (eu sempre estava sozinho no ponto) e perguntou?
- Moço... você tem um real?
Eu sorri, apanhei uma moeda que tinha no bolso e entreguei para o ancião. Ele apanhou o dinheiro, agradeceu, baixou os olhos e perguntou:
- Moço... o Sr. é Deus?
- Não... - respondi meio abobado, até então nunca tinha notado sinais de que ele tinha alguns parafusos a menos.
- Ah... Seu ônibus chegou! - me disse ele então. Eu entrei e parti.
Desse dia em diante essa história passou a se repetir sem muitas variantes.
Todos os dias ele vinha até mim, me pedia um real, eu dava ou não (passou a ser um hábito deixar o real dele separado quando eu tinha), ele me perguntava se eu era Deus, eu respondia que não, ele avisava que meu ônibus estava chegando e eu ia embora.
Foi dentro do ônibus num belo fim de tarde aquilo começou a me intrigar. "Na próxima eu pelo ele!", pensei comigo.
No dia seguinte, na mesma hora, no mesmo local, a história ia se repetindo. Ele veio até mim.
- Moço... você tem um real?
- Aqui está! - sorri e lhe entreguei a moeda.
- Moço... o Sr. é Deus?
- Sim!
- Ah... Seu ônibus chegou!
Eu entrei e parti.
FIM
Este texto foi imaginado, escrito e publicado por mim originalmente aqui: http://recantodasletras.uol.com.br/contoscotidianos/2426976
Agradeço se você puder apreciá-lo também no Recanto das Letras, uma vez que lá tenho a opção de contabilizar as leituras! Obrigado!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
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