No final do ano de 2010 quatro amigos se uniram para fazer uma quadriologia de quatro filmes (até porque se fossem três seria uma triologia!). Confira o resultado:
Estava eu curtindo a ressaca do fim das minhas férias e zapeando pela televisão de madrugada enquanto preparava uma resenha para o filme LOBO (que brevemente será postada em todos os meus blog's) quando me deparo com aquele comercial do SUPERPAPO que todo mundo já deve conhecer. O comercial é tosco, mal editado, mal narrado, os atores são péssimos, a narração é horrível e a música de fundo brega até doer. E o que é pior: Longo pra dedéu (duvido que alguém já tenha tido paciência de assistir inteiro). Ah sim, além de longo ele ainda é reprisado sequencialmente umas duas ou três vezes. Essa pérola nos mostra o cotidiano de um sujeito que ninguém gosta, mora sozinho, não tem namorada, não sabe fazer a barba direito, só tem um mínimo de contato humano com seus colegas de trabalho (que saem correndo sempre que ele chega perto) e vive com cara de desânimo como quem precisa de doses e mais doses de Biotônico Fontoura. Também parece que vai se enforcar, meter uma bala na cabeça ou pular de cima de um viaduto a qualquer momento. Um fudidão no mais amplo sentido da palavra. Uma bela noite está ele solitariamente sentado na sala de sua casa assistindo um daqueles programas caça-níqueis onde o idiota do telespectador tem que adivinhar uma palavra óbvia quando começa a tal propaganda do SUPERPAPO. Ele resolve ligar pra lá, consegue marcar um encontro com a mulher da vida dele e daí por diante sua vida se transforma: Chega todo saltitante e sorridente no trabalho, onde todos passam a gostar dele. Seus dias de angústia e amargura dão lugar a passeios com sua amada pelo parque, onde se comportam como dois pacientes psiquiátricos durante o banho de sol. Tudo lindo, perfeito e maravilhoso. E foram felizes para sempre! Aí vem a parte curiosa da história. Na parte em que ele está sentado sozinho na sala de sua casa e assiste ao comercial do SUPERPAPO, que muda a vida dele para sempre, ele estava assistindo nada mais nada menos que cenas de seu cotidiano patético sendo exibido em rede nacional! O que era pra ser um comercial tosco, uma vergonha para a publicidade (se é que algum publicitário tem algo a ver com isso) passa a ser um exercício da mais pura metalinguagem! A coisa muda completamente de figura! Mas continua uma bosta mesmo assim...
Um sujeito legal na maior parte do tempo, mas também vingativo e rancoroso conforme o caso.
Nutro um profundo desprezo por um punhado de coisas que a maioria das pessoas acha essencial.
Sou tímido pra caramba, mas já melhorei bastante.
Tenho necessidade de ficar sozinho de vez em quando, acordo de mau humor e torturava animais (vertebrados e invertebrados) na infância. Fiquei bêbado pela primeira e única vez na vida em janeiro de 2005, aos vinte e cinco anos, por curiosidade científica.
Amo minha família e meus amigos. Estou tentando me livrar do vício da Coca-Cola e emagrecer já a algum tempo
Gosto de fazer filmes caseiros, escrever e desenhar. Sou autor do romance policial Imitando GEENA e do livro de contos O Vulto & Outras Histórias. Também já tive alguns contos charges publicadas na Gazeta de Jacutinga e um roteiro de cinema que nem cheguei a enviar para a New Line Cinema pois responderam a minha primeira carta dizendo que só o avaliariam se eu fosse membro da L.A.W. (League of American Writers) e tivesse um agente em Nova York...