quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

As 10 chamadas mais ridículas feitas ao 911



O mundialmente conhecido número 911 (190 no Brasil) serve em alguns países para atender os mais distintos casos de emergência; no entanto, este serviço tão importante é ocupado (por desocupados) para fazer chamadas nem tão urgentes. A seguir as dez chamadas mais tontas feitas a este número.

  • 10. O homem que ligou porque era perseguido pela policia. Em 2008, um homem de Sarasota, Flórida era perseguido por uns policiais; não teve dúvida, pegou o seu celular e ligou para o 911 avisando de um roubo de um banco relativamente próximo. Queria distrair os patrulheiros que acabaram por prendê-lo. Foi preso e teve que pagar uma multa de 20 mil reais, reportou o jornal Los Angeles Times.
  • 9. Chamou o 911 porque não o deixaram entrar em um clube noturno . Na cidade de Beaverton no estado do Oregon, um sujeito de nome Edgar Dieguez ligou para o 911 porque os seguranças do clube "The Caribe", não deixavam que ele entrasse no local porque estava muito "cheirado". Quando finalmente os policiais chegaram, descobriram que o sujeito tinha cocaína escondida em seu sapato, segundo informou uma rede de TV local.
  • 8. Ligaram para reclamar de problemas caseiros. Dizem que é comum este tipo de chamada na China. Em Ningbo, uma mulher ligou para o 911 para queixar-se a respeito de seu noivo que se negava a esquentar os seus pés, imediatamente depois o noivo chamou ao mesmo número para se queixar de que sua noiva era muito "mandona". Acreditem ou não, o chefe de polícia foi até o local para persuadir o rapaz que era obrigação dele esquentar os pés da noiva.
  • 7. A mulher que queria mais camarões em seu arroz frito. No estado do Texas, uma senhora chamou o 911 para solicitar que uma patrulha fosse até o restaurante onde ela havia solicitado uma porção extra de camarão que não foi servida, ela demandava o reembolso ou o camarão extra. Ao final, nenhuma das duas coisas foi concedida.
  • 6. Ligou para pedir ajuda em matemática . Um garoto chamado Johnny de 4 anos, ligou para o 911 porque precisava ajuda para resolver sua tarefa de matemática. Ao final sua mãe notou que o pequeno estava ligando para o 911 e o repreendeu por isso.
  • 5. A esposa que queria que seu esposo deixasse de ver pornografia. Na cidade alemã de Aachen, uma mulher chamou a emergência porque seu marido era viciado em ver filmes pornográficos. A polícia foi à casa e efetivamente descobriu o esposo deitadão no sofá vendo um destes filmes. Infelizmente para a mulher, os policiais não puderam fazer nada com o vício de seu marido.
  • 4. Mulher que queria nuggets. Na Flórida, uma mulher de 27 anos ligou três vezes para o 911 porque uma lanchonete não tinha os nuggets de frango que ela tinha solicitado, a mulher foi inclusive processada com a acusação de fazer mau uso do serviço telefônico de emergência.
  • 3. O homem solitário. Segundo o jornal San Francisco Chronicle, um homem solitário, sem emprego e deprimido, ligou 27.000 vezes para o 911, a maioria das ocasiões só para escutar a resposta e desligar quase imediatamente. Em um período de 9 meses fez todos essas ligações até que a polícia rastreou o telefone celular do qual saíam todos estes telefonemas e processou-o por este abuso.
  • 2. A mulher encerrada em seu auto. Uma mulher da Flórida chamou a emergência para que a auxiliassem já que tinha ficado presa no interior de seu carro e estava se sentindo mau. A resposta do serviço de emergência foi que tratasse de levantar a trava da porta.
  • 1. O policial bonitão. Dois policiais visitaram a casa de Jeanne Dudash em Aloha, Oregon, para verificar se tudo estava bem devido a uma chamada que tinham recebido, assim que se foram a mulher chamou ao 911 porque queria ver um deles de novo já que era um homem muito bonito. A mulher queria porque queria que informassem o número telefônico do oficial, finalmente e depois de alguns minutos, o policial regressou, só para prender a mulher, segundo informa a KGW de Oregon.
  • Bônus. Japa solitário. Em 2007 um japa muito solitário ligou para os bombeiros 388 vezes com alertas falsos. Da última vez ligou para os bombeiros gritando ao telefone: - "Fogo!, Fogo!, tem muita gasolina e querosene aqui! Socorro!!!". O serviço de emergência local enviou 5 carros de combate à incêndio, uma ambulância e 35 bombeiros à casa do Japa, que, meigo, esperava a comitiva com chás e biscoitinhos.
Link original: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=9429

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Presentaço



Basicamente, existem dois tipos de namorada no mundo: As que dão A Coisa pro namorado e as que não dão!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os Natais da minha infância



Desde tenra idade, o mês de Dezembro sempre foi o meu favorito.

Fim de ano significava férias, passeios, viagens, brincadeiras na rua sem hora para acabar...

E ainda tinha duas datas comemorativas passíveis de se ganhar presentes, o Natal no dia 25  e meu Aniversário no dia 27.  Claro que como toda criança perfeitamente normal e saudável, minha parte favorita nisso tudo era a hora dos presentes.
Dois, é claro, um do Papai-Noel e outro dos meus pais, pelo aniversário.

E foram muitos presentes ao longo da minha infância: Bicicletas, Video-Games, Bonecos e Veículos (dos Comandos em Ação, He-Man, SuperPowers, ThunderCats, Rambo, etc...).

O que mais me marcou foi esse "feioso" aí de cima.

Pra quem não conhece é o Mandíbula, inimigo do He-Man.

Tenho ele até hoje (nada-nada, a mais de vinte anos!), guardado a sete chaves.

Marcou porque eu tinha perdido as esperanças de ganhá-lo.

Senta que lá vem história:

Íamos (eu e minha família: Pai, Mãe e Irmão, Avó e Avô) passar  as festas no Sítio de uns parentes.
Como era de hábito, meus pais me fizeram escrever uma cartinha para Papai-Noel uma semana antes do dia 25 para depois colocá-la do lado de fora da janela do meu quarto, dentro de um tênis. Na carta deveria estar especificado o meu presentinho de Natal.
Feito isso, era aquela agonia minha e do meu irmão indo todas as manhãs conferir se o bom velinho tinha recolhido nosso pedido. Três ou quatro dias pareciam uma eternidade.
Lá pelo dia 22 ou 23 a cartinha simplesmente desaparecia de dentro do sapatinho e era aquela alegria.
Naquele ano foi diferente. A cartinha sumiu mas minha alegria e a do meu irmão durou até que levantei a questão:
"Como Papai-Noel fará para entregar nossos presentes se não vamos estar em casa este ano?".
A lógica infantil está além da argumentação adulta, e de nada adiantou meu pai e minha mãe falarem que ele saberia onde estaríamos.
Acho que eu e meu irmão chegamos a cogitar a possibilidade deles nos deixarem em casa (a idéia de um sítio nunca nos foi das mais agradáveis) enquanto viajavam, mas a situação era complicada já que a minha idade somada a dele não chegava nem a uns 13 aninhos...
Muito a contragosto fomos viajar. Os primeiros dias no Sítio foram chatos. A perspectiva de não ganhar presentes naquele ano era motivo mais que suficiente para que nós não brincássemos com os bichinhos, com os primos, nem nadassemos na piscina.
Nada estava bom...
Eis que chega a grande noite.
Virada do dia 24 para o dia 25, aquela ceia de Natal fabulosa (foi a primeira vez que comi carne de pato e de cabrito) e eu e meu irmão de bico.
Eu lembro que estava sentado a mesa degustando minha sobremesa quando ouvi uma prima mais velha gritar:
"Nossa, o que é isso!??!?!?! Anselmo, Àlan, corram aqui!!!".
Obedecemos.
Chegando na sala, que foi de onde o grito veio, dois embrulhos de presente em pé na frente da lareira (acho que também foi o primeiro Natal que passei em uma casa com lareira), um com meu nome numa etiqueta, outro com o do meu irmão. Trocamos aquele olhar incrédulo (realmente as nossas esperanças já tinham se esgotado) e nos colocamos a rasgar o papel.
Ganhei meu Mandíbula, e meu irmão o Príncipe Adam.
Fomos dormir com nossos bonequinhos na mão, para no dia seguinte os deixar encostados num canto para aproveitar tudo o que o sítio tinha a nos oferecer.
Aí sim brincamos, jogamos bola, nadamos...
Bons tempos!

Hoje, o mês de Dezembro continua sendo meu favorito.

A parte dos presentes ainda é gostosa (e agora engloba também o ato de presentear pessoas queridas - que no fim das contas acaba sendo tão prazeroso como receber os mimos), mas o mais importante é ter as pessoas que amo (amigos, família) ao meu redor, conversar bastante (sobre coisas sérias e muitas bobagens também), comer aquelas comidinhas que só se faz em fim de ano, rir, brincar...

Desejo que você ganhe exatamente aquilo que você quer e que tenha ainda a possibilidade de deixar isso um pouquinho de lado para aproveitar melhor  a companhia de quem está ao seu redor e os momentos inesquecíveis que só essa época pode proporcionar!

Um feliz Natal pra todo mundo!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Como Aborrecer Papai-Noel

  • Ao lado da chaminé faça vários bonecos de neve com cartazes "Fora Papai Noel!".
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  • Alugue um touro bem nervoso e deixe na sala. Desfrute a reação do bicho quando ele ver aquele tipo vestido com um traje vermelho balançando a bunda gorda na sala de sua casa.
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  • Deixe um bilhete a Papai Noel explicando que se mudou de casa. Inclua um desenho indecifrável de como chegar a seu novo domicílio.
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  • Deixe um bilhete junto ao telefone, explicando que a Mamãe Noel ligou para dizer que se eles esquecesse o leite e o pão de novo, nem precisaria voltar para casa.
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  • Decore sua Árvore de Natal com ovos de Páscoa.
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  • Disfarce-se de coelhinho da páscoa e quando o Papai Noel chegar, diga que essa casa não é suficientemente grande para os dois.
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  • Deixe uma bandeja com belas bolachas e um grande copo de leite, com um bilhete "Para a fadinha dos dentes". Ao lado coloque um guardanapo sujo com uma bolacha Maria mordiscada e um copo manchado de banha com leite até a metade e com uma mosca morta, com a nota "Para Papai Noel".
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  • Decore a sala com escopetas e troféus de caça. Quando Papai Noel estiver ali, saia e grite: "Uma rena! Uma rena! E tem o nariz vermelho! Dispare várias vezes para o ar.
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  • Enquanto Papai Noel estiver entregando os presentes aproveite para pôr uma multa por excesso de velocidade no para-brisas do trenó.
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  • Quando Papai Noel esteja ocupado demais entregando os presentes, troque suas renas voadoras por veadinhos comuns. Sente-se para esperar o espetáculo quando Papai Noel tente decolar.
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  • Consiga um disfarce de policial, bagunce a a casa como se tivesse acontecido um roubo e saia. Quando Papai Noel descer pela chaminé, abra a porta com uma patada, com um revólver na mão, aponte e grite: "Alto aí meliante sem vergonha, finalmente te pegamos com a mão na massa". Depois algeme-o e leia seus direitos.
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  • A mulher se esconde e o marido sai. Quando Papai Noel chegar ela o abraça e o marido então entra na sala enquanto ela grita: "Céus, meu marido! Que faremos agora?"

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Meu Atual Perfil no Orkut (ou Falta do que Postar)


Atenção: quem me add sem foto ou mensagem para que eu possa identificar não será aceito e terá o nome enfiado no Cú do Sapo (é pior que na boca).


Sou um cara tranqüilo, sério, distante, de poucas palavras e que troca a noite pelo dia.


Essas minhas características me rendem uma aura misteriosa e enigmática, e as pessoas em geral ficam romanceando em suas mentes que talvez eu possa ser um vampiro, um serial-killer ou um milionário excêntrico.


Nada disso:


Sou calmo pois descobri que a maioria das coisas se resolve sozinha, sem nenhum esforço especial;


Sério pq aprendi a me controlar pois costumava achar tudo e todos engraçados e rir (inclusive nos momentos mais inconvenientes);


Distante pq sigo várias linhas de pensamento simultaneamente, sobre os mais variados assuntos, sendo uma delas sempre para meu entretenimento;


Sou de poucas palavras pq prefiro ficar quieto do que falar bobagem. Não sinto a menor necessidade de que me achem mais esperto do que eu realmente sou;


Troco a noite pelo dia por vários motivos:
- Durante a madrugada é que passam os melhores filmes da TV
- Luzes ( a solar principalmente) me incomodam além do normal devido ao meus quase dois graus de astigmatismo em ambos os olhos
- Fico um pimentão após qualquer mínima exposição ao sol
- A uns quatro anos atrás arranjei um emprego na recepção e farmácia de um hospital que além de me poupar de aturar o período diurno, me paga adicional noturno!


Gosto de escrever, desenhar, fotografar, fazer filmes amadores e artes-plásticas.


Quando era apenas um moleque, enchi tanto o saco do meu pai que o convenci a me dar de presente uma máquina de escrever. Prometi a ele que com aquela minha primeira máquina eu escreveria um livro, e escrevi!Só que não publicaram...
Ao menos cumpri a promessa e acabei escrevendo também um roteiro para o cinema, o que também acabou não dando em nada.


Pra compensar tive alguns contos e uma charge publicados na Gazeta da minha cidade.


Com os filmes amadores e as artes-plásticas me saí melhor:
logo minhas peripécias e de alguns amigos vão virar um DVD engraçadíssimo (ao menos para eu e alguns amigos), meus vídeos com assombrações em geral fazem sucesso no YouTube, estou finalizando meu primeiro curta-metragem e uma bela coleção de máscaras confeccionadas por mim (através de uma técnica minha) enfeita a parede do meu quarto e pode ser vista em um dos meus álbuns do Orkut.


Gosto de cozinhar.
Minhas especialidades culinárias são um saborosíssimo e inigualável Risoto e meus deliciosos Hambúrgueres de Churrasqueira.
Recentemente ando me esgueirando pelos mistérios da culinária japonesa, sendo que meu Yakissoba dá pro gasto.


Coleciono Livros, DVD’s, Revistas em Quadrinhos e Action Figures (bonecos ou “hóminhos”, pra ser mais exato, de personagens de cinema e histórias em quadrinhos).


Tenho verdadeira adoração pela Década de 80.


Sou péssimo para julgar o caráter e as verdadeiras intenções daqueles que me rodeiam. Já “caí do cavalo” com pessoas que julgava serem de boa índole. Por outro lado já me surpreendi positivamente com gente para quem torci o nariz a princípio.


Também sou um sujeito caseiro.
Detesto festas, bailes, baladas e afins. Prefiro ficar em casa namorando, lendo um livro, ouvindo Rock n'roll, assistindo um dos meus filmes de terror ou navegando pela Internet.


Alguns links que dizem mais a meu respeito:
Meus BLOGs - http://pingudebuguduguruie.blogspot.com/ e http://misteriosjacutinga.blogspot.com/
Twitter: http://twitter.com/Betaldi
Minha Enciclopédia Virtual - http://jacutingaejacuzada.wetpaint.com/
Youtube: http://www.youtube.com/user/betaldi
Comunidade em minha homenagem - http://www.orkut.com/community.aspx?cmm=12191302&refresh=1

P.S. - Sou de poucas palavras apenas para falar, escrever eu começo e não paro mais...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Spider-Man



Terça-Feira, 19 de Novembro de 2009.


Vou eu tomar um banho para ir trabalhar quando me deparo com uma barata dentro do Box.


Ok, não tenho medo de barata. Uns pontapezinhos de leve (pra não machucar a criatura) com a ponta do chinelo e a dita cuja retira-se do banheiro para eu ter mais privacidade.


Ligo o chuveiro, dou aquela ensaboada básica e fico um tempo lá embaixo da ducha pra molhar bem a juba antes do shampoo. Aí eu sinto uns arranhõezinhos na parte de dentro da perna.


"Que ótimo!" pensei. "A barata voltou... agora eu mato!".
Antes, claro, eu tive que tar uma mãozada no bicho para que ele caísse no chão. E para a minha surpresa não era uma barata, era uma aranha! Essa da foto aí de cima mesmo.


Senti uma ardência na mão direita, mais precisamente na lateral do dedo polegar. Era o veneno começando a fazer efeito. Achei até que fui agraciado com um pouco de sorte. E se ao invés de no dedo, a picada fosse... ?


Não pude deixar de imaginar a situação ridícula de chegar num hospital com o pinto mordido por uma aranha, ter que explicar a situação toda para curiosos, recepcionistas, enfermeiros, médicos e ainda por cima levar umas agulhadas em volta dele inteiro pra fazer um bloqueio anestésico...


Deixando o cartesianismo de lado e voltando ao ocorrido:
Com a mão picada, a cabeça fria e o coração acelerado, chamei por minha mãe e meu irmão para me ajudarem (meu pai estava viajando). Na minha cabeça, eu poderia vir a desmaiar a qualquer momento (e como tomo banhos de no mínimo meia hora, calculei que se isso ocorresse ia demorar um bom tempo até notarem que eu estava demorando).


Nem minha mãe e nem meu irmão me ouviram. Saí do chuveiro, me sequei porcamente (o banheiro ficou todo molhado fora do box) vesti uma roupa e os avisei.


Aí foi aquela correria...


Lembrei que é sempre recomendável capturar o animal peçonhento que te atacou e levar para o hospital a fim de que o médico o identifique e possa administrar o tratamento apropriado. E como minha mãe e meu irmão estavam mais nervosos do que eu com a situação (é sempre assim quando ocorre uma dessas), adivinhe quem teve que entrar novamente no box do banheiro para capturar o espécime? Sim, este que vos escreve!




Olhando atentamente para minha carrasca já dentro do vidro, a identifiquei (erroneamente) como sendo uma Aranha Armadeira, a mesma que originou um e-m@il (que você já deve ter recebido) onde vemos uma mão necrosando em poucos dias após a picada.


"Puxa vida, justo na mão direita, vai apodrecer a que eu uso mais..." pensei enquanto meu irmão dirigia para o Pronto Socorro. O alívio veio em forma de outro pensamento: "Bom... ainda bem que foi na mão!"


Chegando no hospital, o que aconteceu foi isso:



Enquanto a médica realizava os procedimentos cabíveis ao caso, a aranha foi identificada como sendo uma Aranha da Grama (Lycosa erythrognatha), não mortal e praticamente inofensiva. Só picou para se defender da patada que dei nela. Mas quem mandou estar na hora errada no lugar errado?


A parte irônica da coisa é que eu sempre criei Aranhas Caranguejeiras em casa, por muitos e muitos anos, e nunca fui mordido antes.


Outro detalhe, eu ia trabalhar naquela noite, mas de dia recebi um telefonema e tentei trocar de plantão, o que não foi possível na hora e acabou acontecendo depois. Vai ver a intenção da Lycosa erythrognatha, no fim das contas, era das melhores possíveis!


Quanto a ela... bem, como eu raramente sou de guardar rancor pretendia criá-la (meu aquário anda vazio ultimamente), mas devido as ameaças de esmagamento que o Bicho Detestável (segundo minha namorada) vinha sofrendo, optei por coservá-la morta (porém intacta) num vidro com formol, um souvenir bizarro.


A noite, umas quatro ou cinco horas depois da minha saída da observação do Pronto Socorro, meu dedo ainda estava dormente da anestesia e mesmo assim eu sentia fisgadas no lugar da picada.


Já fui atacado antes por abelhas, marimbondos, mamangavas. Fichinha. Aranha dói mesmo viu, e pela escala ainda faltam os escorpiões a as cobras...


Fora isso, vou tomar uns antiinflamatórios e antialérgicos por uns tempos. E aguardo ansioso pela aparição dos "efeitos colaterais" imaginados por Stan Lee!